O Mosaico Bocaina, na região de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba encerra uma área de cerca de 221 mil ha., engloba 9 municípios e 12 unidades de conservação, 5 terras indígenas e 4 quilombos.
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Corredor de Biodiversidade
Corredores de Biodiversidade
Tal como um estado ou país, a área do Corredor de Biodiversidade é definida por uma linha imaginária. Dentro desses limites existe uma grande diversidade biológica!
O Corredor pode ser comparado a um mosaico de diferentes usos da terra, que integra parques e reservas naturais, áreas de cultivo e pastagem, centros urbanos e atividades industriais.
Os Corredores de Biodiversidade são grandes unidades de planejamento regional que compreendem um mosaico de usos do solo e áreas-chave para conservação. São de extrema importância biológica, pois abrigam importantes centros de endemismos e grande parte das espécies ameaçadas de extinção.
Na Mata Atlântica, três principais corredores de biodiversidade são reconhecidos:
1. Corredor de Biodiversidade da Serra do Mar (CBSM)
1. Corredor Central da Mata Atlântica (CCMA)
1. Corredor de Biodiversidade do Nordeste (CBN)
1. Corredor de Biodiversidade da Serra do Mar (CBSM)
(www.corredores.org.br/?area=sm)
Compreende uma área com aproximadamente 12,6 milhões de hectares, e abrange parte dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. A região é montanhosa, com gradientes altitudinais que vão do nível do mar até 2.700m de altitude, e ainda resguarda uma extensa área de remanescentes vegetacionais, apesar da proximidade com as maiores áreas metropolitanas do Brasil.
Além da Serra do Mar, fazem parte do corredor diversas serras, como a da Bocaina, da Mantiqueira e dos Órgãos. Sua importância biológica é enorme, especialmente por concentrar o maior numero de endemismos de diversos grupos taxonômicos.
No estado do Rio de Janeiro, encontra-se a área com a maior concentração de endemismos de diversos grupos taxonômicos, inclusive de plantas vasculares. Destaca-se como a região mais rica em espécies endêmicas de orquidáceas e bromeliácea, muitas ameaçadas de extinção.
1. Corredor Central da Mata Atlântica (CCMA)
(www.corredores.org.br/?area=c)
Com aproximadamente 12 milhões de hectares, abrange parte dos estados da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais, e abriga importantes centros de endemismos de primatas, aves, anfíbios e plantas. A vegetação dominante é a Floresta ombrófila Densa, constituída por elementos amazônicos (principalmente nos tabuleiros), do sul do Brasil (nas regiões serranas) e por numerosos endemismos restritos.
A diversidade encontrada em algumas florestas do sul da Bahia e Espírito Santo estão entre as mais altas do planeta, com cerca de 450 espécies de árvores co-habitando um hectare de mata. Apesar da destruição sofrida no passado e de haver poucos remanescentes florestais e unidades de conservação, numerosas espécies novas foram descritas nos últimos anos para essa região, que continua ainda incompletamente inventariada. Esforços para a conservação de remanescentes, re-vegetação, recuperação e conexão de fragmentos são fundamentais para garantir a conservação da sua extraordinária diversidade biológica.
3. Corredor de Biodiversidade do Nordeste (CBN)
(www.corredores.org.br/?area=n)
Abrange regiões de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, numa área de cerca de 5,6 milhões de hectares. A vegetação florestal original distribuía-se ao norte do rio São Francisco até o Rio Grande do Norte, incluindo na sua maior extensão as terras baixas da formação Barreiras, mas também as matas de brejo interioranas.
Uma porcentagem muito pequena de remanescentes florestais sobrou (menos de 4%) e os fragmentos existentes encontram-se altamente degradados, com muitas espécies localmente extintas. Destaca-se neste corredor o grande número de endemismos de aves. Entre as plantas, destaca-se a família bromeliácea, com 16 espécies endêmicas